Cai produção de leite em Mato Grosso; Médio Norte tem maior retração

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O volume captado do leite é um dos parâmetros mais importantes da pecuária leiteira, pois acompanha a quantidade de matéria-prima entregue às indústrias. No acumulado de janeiro a novembro passados houve queda acentuada de 8,24%, o que correspondeu com o volume total de 32,91 milhões de litros adquiridos em Mato Grosso, em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA)>

“Essa redução, além de ser um ponto de atenção para os atuantes da área, tem sido ocasionada principalmente pela seca mais intensa registrada durante o ano e pela maior destinação das matrizes ao abate. Para se ter ideia, a região Médio-Norte foi a que apresentou maior queda na quantidade total captada, de -64,59% neste mesmo comparativo. Fatores como a predominância da agricultura na região, somados à alta nas cotações dos grãos como milho e soja, influenciaram na tomada de decisão do produtor em deixar o ramo do leite e destinar suas terras à lavoura”, avalia o instituto.

O preço do leite pago ao produtor em dezembro, referente ao volume captado em novembro, apresentou decréscimo de 0,34% ante o mês anterior. É a primeira queda registrada após seis meses de alta nas cotações. O preço médio ficou em R$ 1,72 o litro.

O IMEA conclui, no primeiro boletim de 2o021, que o ano passado, foi marcado por recordes históricos no preço do leite pago ao produtor, o qual chegou a ser cotado a R$ 1,73/litro na praça mato-grossense. Este cenário foi decorrente da menor oferta durante o ano, enquanto o consumo interno cresceu por causa do auxílio emergencial. Porém, na agricultura o movimento foi mais intenso e os reajustes mensais para o preço do milho e farelo de soja foram superiores aos observados no preço do leite.

Agronotícias – Só Notícias
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