Brasil registra mais de 59 mil novos casos e 1.330 mortos em 24 horas

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O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira que nas últimas 24 horas foram reportados 59.602 novos casos de Covid-19 e mais 1.330 vítimas mortais associadas ao novo vírus no país.

Com esta atualização, verifica-se um ligeiro aumento no número de infecções diárias, sendo que ontem foram reportados 51.486 novo casos no Brasil, e uma estabilização da tendência do dia anterior quanto ao número de óbitos, considerando que na terça-feira foram identificados 1350 mortos no país.

Até o momento também já se recuperaram da doença 8.596.130 pessoas no país, encontrando-se 828.187 em vigilância por parte das autoridades.

Em termos cumulativos, o Brasil passa assim a contar, desde o início da pandemia, com 9.659.167 contágios e 234.850 vítimas mortais devido ao novo coronavírus.

O Brasil, com cerca de 212 milhões de habitantes, ocupa a terceira posição mundial na lista de países com mais diagnósticos de Covid-19, atrás dos Estados Unidos e da Índia, e é a segunda nação com mais mortes em todo o mundo, depois dos Estados Unidos.

A taxa de letalidade da Covid-19 no país continua em 2,4% e a taxa de incidência é agora de 112 mortes e 4.596 casos por 100 mil habitantes.

O foco da pandemia no país é o Estado de São Paulo, o mais rico e populoso, que concentra 1.878.802 infecções e 55.419 vítimas mortais. No lado oposto, encontra-se o Acre, com 51.679 casos e 902 óbitos, sendo a unidade federativa menos afetada.

80% dos pacientes recuperados da Covid-19 apresentaram disfunções cognitivas

Um estudo realizado pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), aponta que 80% dos pacientes recuperados da Covid-19 apresentaram disfunções cognitivas, como perda de memória, dificuldade de concentração, problemas com compreensão ou entendimento e dificuldades com o julgamento e raciocínio.

Outro dado mostra ainda que essas sequelas não acontecem apenas em pessoas que tiveram a doença num estágio grave, sendo que pacientes que tiveram corrimento nasal ou outros sintomas mais leves, e até mesmo os assintomáticos, foram diagnosticados com disfunção cognitiva em algum grau.

“Isso deixa clara a importância de se incluir na avaliação clínica dos pacientes pós-Covid-19, de qualquer gravidade, sintomas de problemas cognitivos como sonolência diurna excessiva, fadiga, torpor e lapsos de memória”, disse à imprensa a neuropsicóloga Lívia Valentin, que conduziu o estudo, sublinhando a importância de um “diagnóstico precoce”.

A primeira fase do estudo foi realizada com 185 pessoas, entre março e setembro de 2020. Atualmente, 430 pacientes estão sob acompanhamento.

Outra consequência detectada na investigação foi a perda de percepção visual: “Muitas pessoas perderam a coordenação motora e caem muito”, disse a especialista.

Para o estudo, foi utilizada uma ferramenta desenvolvida por Lívia Valentin em 2010, chamada MentalPlus, um jogo criado para avaliar as disfunções neurológicas em pacientes com sequelas de anestesia geral profunda, principalmente idosos.

“Como já usava o MentalPlus, abri mais um protocolo de investigação para avaliar as funções cognitivas na covid-19 e vimos o estrago. Quando a gente diz que são recuperados, os pacientes não entendem que é algo maior. Até dizem que saíram ilesos, mas não por completo, porque permanece o cansaço, a tosse, a dor de cabeça ou a questão cognitiva, mesmo que leve”, declarou a neuropsicóloga.

“Tem a falha de memória, a pessoa se confunde em tarefas simples e acaba justificando essas falhas com coisas do dia a dia: preocupações financeiras, muito tempo em quarentena, por não viajar. As pessoas não entendem que a disfunção cognitiva é o quadro mais grave que é deixado como sequela”, avaliou a especialista.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.341.496 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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