Comitê de Tóquio-2020 terá mais mulheres no comando após polêmica com ex-chefe

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O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, terá mudanças em sua estrutura. O órgão nomeou nesta terça-feira 12 candidatas para o seu Comitê Executivo, em uma maneira de demonstrar compromisso de aumentar a participação feminina.

Essa ação ocorre depois que o ex-presidente da entidade, Yoshiro Mori, fez comentários machistas que levaram a sua renúncia no mês passado. Atualmente são sete as mulheres que fazem parte do Comitê Executivo. A entrada das 12 novas integrantes deve ser ratificada em reunião marcada para esta quarta-feira, em Tóquio.

“Precisamos lidar com a questão rapidamente para restaurar a confiança (do público) no Comitê Organizador e produzir resultados”, afirmou Seiko Hashimoto, a nova presidente do órgão que tomou posse em 18 de fevereiro.

Os organizadores da Olimpíada e Paralimpíada decidiram divulgar uma meta de aumentar a representação feminina em seu quadro executivo: quer passar dos 20% de um mês atrás para 42%.

Yoshiro Mori, que havia sido primeiro-ministro do Japão antes de dirigir o Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, disse em um encontro do Comitê Olímpico Japonês (JOC, na sigla em inglês) que as reuniões se arrastavam por conta da presença das mulheres.

Depois da péssima repercussão, ele, conhecido por uma série de gafes públicas, afirmou que estava “profundamente arrependido” por suas declarações em uma entrevista coletiva. Ainda assim, resolveu permanecer no cargo. O que durou apenas alguns dias, pois logo comunicou a sua renúncia.

Notícias ao Minuto Brasil – Esporte
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