Governo Doria cobra do Ministério da Saúde pagamento imediato de 5 mil leitos de UTI

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo de São Paulo, sob gestão João Doria (PSDB), cobrou do Ministério da Saúde o pagamento imediato de recursos que vão custear a manutenção de 5 mil leitos de UTIs (unidades de tratamento intensivo) para pacientes de Covid-19.

O secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, enviou ofício nesta segunda (1º) ao ministro Eduardo Pazuello reforçando a habilitação dos mesmos, em face da “gravíssima situação epidemiológica do estado”. No texto, ele reafirma sua “preocupação com a perspectiva de esgotamento dos leitos” de UTI em SP.

Gorinchteyn também diz que apesar do governo estadual e dos municípios terem implementado “número significativo” de novos leitos, os gestores enfrentam “grandes dificuldades na manutenção e financiamento” agravados pelo fato de “nenhum” deles ser habilitado pelo ministério.

Segundo o secretário, há um total de 5.112 mil leitos ativos funcionando e atendendo sem recursos federais.

“A secretaria, no epicentro da pandemia no Brasil, vem atuando incansavelmente no tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus”, segue. “Ocorre que, inobstante os esforços hercúleos que vem fazendo na busca de garantia da assistência necessária, com vistas a evitar o colapso no sistema de saúde, necessita de apoio financeiro federal para enfrentar o crescente e elevado nível de perigo.”

Ainda de acordo com o secretário, a habilitação imediata resultará em repasse mensal no valor de cerca de R$ 245 milhões. Além dos 5 mil de UTIs, a pasta também pede a habilitação de 809 leitos de suporte ventilatório pulmonar e 123 de UTI pediátrica.

O documento reforça decisão da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela determinou, no sábado (27), ao ministério o custeio de UTIs para pacientes de Covid-19 nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo.

Os governadores dos três estados recorreram ao Supremo para a retomada do repasse, suspenso que vinha em queda gradativamente em 2021 pelo governo federal.

A decisão da ministra é de aplicação imediata. Ela tem caráter provisório e precisará ser confirmada pelo plenário da Corte. Não há previsão de data para essa providência.

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