Cardiologista do MT Saúde reforça alerta sobre cuidados para prevenir a hipertensão

Cardiologista do MT Saúde reforça alerta sobre cuidados para prevenir a hipertensão
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Cardiologista do MT Saúde reforça alerta sobre cuidados para prevenir a hipertensão

A doença é silenciosa e requer a verificação da pressão arterial pelo menos uma vez por ano


Assessoria

| Mato Grosso Saúde

– Foto por: Fernando Campos

Dados do Ministério da Saúde apontam que os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no país, o que representa um índice 35% da população brasileira diagnosticada com a doença. O médico cardiologista Max Lima, médico credenciado ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, chama atenção para o problema no Dia Mundial da Hipertensão, 17 de maio.

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial pode atingir crianças, adolescentes, adultos e idosos, de ambos os sexos. O especialista explica que a doença, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral, é a causa de 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país.

“A hipertensão é uma doença silenciosa. Ela provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta”, explica o médico .

De acordo com o cardiologista, esse processo dilata o coração, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9.

“Há fatores ambientais, comportamentais e genéticos que possuem grande participação no desenvolvimento da hipertensão durante toda a vida. A obesidade, o sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados como ingestão elevada de álcool, sal e gordura estão no topo dos principais fatores de risco que favorecem o aumento da pressão arterial”, destaca.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos.

“Alguns casos de hipertensão são identificados por meio de aparelhos capazes de registrar aproximadamente 100 medidas de pressão em um período de 24 horas”, explica Lima.

Já o tratamento é realizado, principalmente, por correção de hábitos alimentares pouco saudáveis e do combate ao sedentarismo. Porém, na maioria dos casos é necessário que o paciente faça o uso de medicamentos vasodilatadores.

“Ao tratarmos casos de pressão alta, o objetivo é fazer com que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8”, explica o cardiologista.

Grupo de risco e prevenção
Os grupos de risco da hipertensão são diversos. Após os 65 anos as mulheres são as mais atingidas pela doença. Já entre os jovens, o problema é mais comum em homens. Em função de fatores genéticos, o risco aumenta no caso de negros e latinos.

De modo geral, indivíduos que convivem com altos níveis de estresse, dormem pouco ou que abusam do consumo de substâncias como álcool e sal têm grandes chances de desenvolver a doença.

“Para prevenir a hipertensão é importante medir a pressão regularmente, principalmente na terceira idade. Afinal, a pressão também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é importante praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável”, finaliza o cardiologista.

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