Casos graves de talassemia podem ser diagnosticados nos primeiros anos de vida, aponta especialista do MT Saúde

Casos graves de talassemia podem ser diagnosticados nos primeiros anos de vida, aponta especialista do MT Saúde
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Casos graves de talassemia podem ser diagnosticados nos primeiros anos de vida, aponta especialista do MT Saúde

Hematologista Paloma Borges explica que doença é passada dos pais para filhos por meio de genes de hemoglobina mutantes


Assessoria

| Mato Grosso Saúde

Com os cuidados necessários o paciente pode ter uma vida normal – Foto por: Divulgação

Com os cuidados necessários o paciente pode ter uma vida normal

Passada de pais para filhos, a talassemia, doença do sangue, pode causar anemia em casos moderados e graves e, geralmente, é diagnosticada nos primeiros dois anos de vida. A médica hematologista Paloma Borges, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida e pela Oncolog, explica que a falha genética não é contagiosa e é mais frequente em pessoas com ascendência italiana, grega, africana, do oriente médio e asiática.

A talassemia provoca uma má formação da hemoglobina, que é a proteína encontrada nas células vermelhas do sangue, sendo a responsável pelo transporte do oxigênio para todas as células, tecidos e órgãos do corpo humano.

“A doença é passada dos pais para filhos por meio de genes de hemoglobina mutantes. Se você tem um histórico familiar de talassemia, você pode ter um risco aumentado da doença”, frisa a médica.

Paloma Borges destaca que a talassemia em casos leves, geralmente, não provoca sintomas. Já em casos em que a doença está moderada ou grave podem ocorrer os sintomas de anemia, como fraqueza e falta de ar, além de aparência pálida, coloração amarela da pele, deformidades ósseas faciais, inchaço abdominal e urina escura.

“Crianças com talassemia grave sem tratamento podem apresentar um déficit de crescimento, alteração na formação óssea, principalmente em ossos da face e podem ter problemas com a alimentação”, explica a hematologista.

Diagnóstico e tratamento

Paloma explica que um especialista realiza o exame físico e questiona sobre o histórico de saúde do paciente. Entre os exames que podem ser solicitados estão o hemograma completo, eletroforese de hemoglobina e níveis de ferro no sangue.

Com o diagnóstico positivo, o tratamento depende da gravidade da talassemia. Para os casos do tipo minor, a forma mais comum da doença, o tratamento não é necessário.

A talassemia intermédia pode ser tratada com transfusões de sangue e suplementos de vitamina. Já os casos mais graves incluem transfusões de sangue e transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Para conviver com o problema, a especialista orienta que o paciente mantenha uma dieta saudável e se proteja de infecções. 

“Se você tem talassemia ou carrega esse gene no seu organismo, considere procurar a ajuda de um especialista para aconselhamento genético. Ele poderá predizer a chance da criança  sofrer com essa doença”, finaliza a médica. 

Dia Internacional

O Dia Internacional da Talassemia, celebrado anualmente em 8 de maio, é um dia de homenagem a todos os pacientes, aos seus familiares e aos cientistas que, com dedicação, se esforçam para garantir uma melhor qualidade de vida para pessoas com talassemia em todo o mundo.

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Governo do Estado de Mato Grosso
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