Produção: GM acredita que Brasil terá uma política para elétrico

Produção: GM acredita que Brasil terá uma política para elétrico
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Produção: GM acredita que Brasil terá uma política para elétrico

O mundo automotivo está acelerando para a eletrificação a passos largos e muitos fabricantes de veículos já sinalizaram que não viverão em dois mundos. Ou seja, atuarão apenas com um modelo de produto, baseado na propulsão 100% elétrica.

Esse é o caso da General Motors que, sem mais nem menos, anunciou que terá um portfólio global totalmente elétrico em 2035. Embora já não esteja tão internacional quanto há 10 anos, a montadora americana ainda é um dos maiores e mais importantes players do setor.

Para o Brasil, ainda não se sabe exatamente o que a GM fará com suas operações locais em 2035. Para falar a verdade, acreditamos que nem a empresa saiba o que acontecerá até lá. Afinal, são 14 anos pela frente e há muito chão a ser percorrido.

De qualquer forma, atualmente a montadora pensa positivo em relação à eletrificação no Brasil. Marina Willisch, vice-presidente da GM, comentou ao Jornal do Comércio que a introdução do carro elétrico em qualquer parte do mundo enfrenta quatro desafios para sustentar a mudança.

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Willisch citou “conscientização do consumidor, redução contínua do custo das baterias, políticas públicas e expansão da infraestrutura” como os principais para massificação do carro elétrico.

Usando exemplo de outros países, a executiva diz acreditar que “no Brasil não será diferente” no que diz respeito a políticas públicas como incentivo para a introdução do carro elétrico no cenário nacional.

Nessa questão, não abordada pelo atual governo, o carro elétrico precisará de incentivos para promover a eletrificação em um nível mais elevado que a atuação individual dos fabricantes de veículos, como está sendo feita agora.

No Brasil, o carro elétrico continua a ser um produto para ricos, especialmente porque os modelos (do segmento de luxo) mais vendidos estão em um patamar de preço equivalente aos semelhantes movidos por gasolina ou diesel.

Assim, a GM vê incentivos fiscais como necessários, mas ressaltou um detalhe importante na equação. Marina Willisch mencionou uma carga tributária de 57% do valor do automóvel comum no país.

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Nessa conta, os incentivos “são uma tentativa de ajuste da distorção tributária que temos hoje”. Novamente citando os países que possuem políticas para incentivar a compra do carro elétrico, Willisch renova a confiança que isso ocorrerá no país.

Como já dito no início do texto, algumas marcas já se posicionaram em prol da eletrificação plena e isso significa que outras farão o mesmo, cedo ou tarde.

Se o Brasil não seguir na mesma rota, futuramente não haverá outro rumo a percorrer, dado que se todos os fabricantes estiverem fazendo apenas carros elétricos, o que se faria aqui? Bem, o país poderia simplesmente virar uma Austrália, mas no mal sentido…

[Fonte: Jornal do Comércio]

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