Renault: sem distinção de produto entre brasileiros e europeus

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Renault: sem distinção de produto entre brasileiros e europeus

Essa semana a Renault deu uma declaração na Europa direcionada em parte aos consumidores de três mercados da América do Sul: Argentina, Brasil e Colômbia. Nesses países, a marca francesa tem linhas de produção também.

Luca Di Meo, que agora é CEO da Renault, falou sobre nossa região e outras onde a marca vende produtos de baixo custo com base Dacia ou Nissan.

O novo chefe do losango disse: “os clientes brasileiros [assim como argentinos e colombianos] merecem o melhor e não queremos tratá-los de maneira diferente dos europeus”.

Renault: sem distinção de produto entre brasileiros e europeus

A declaração foi feita na apresentação da estratégia Nouvelle Vague, onde a Renault pretende mudar seu posicionamento global com produtos de melhor qualidade e (alto valor agregado) portfólio internacional.

Isso era mais ou menos o que a Renault fazia no início dos anos 2000, mas decidiu partir para buscar de market share a qualquer preço, direcionando produtos de baixo custo com preços competitivos e assim ganhando espaço.

Assumindo erro na estratégia de volume em vez de qualidade, Luca Di Meo se referiu especificamente ao mercado nacional: “No Brasil, temos buscado cada vez mais market share nos últimos anos e acho que não foi uma boa estratégia”.

Renault: sem distinção de produto entre brasileiros e europeus

Para o trio de países sul-americanos, o CEO da Renault prometeu o seguinte: “Você pode esperar que a Renault se torne cada vez mais marca de valor. Oferecemos produtos de alta qualidade. Não queremos tratar o Brasil de forma diferente do mercado europeu”.

Ele continuou dizendo: “Acreditamos que clientes na Argentina, Colômbia e Brasil merecem o melhor que podemos fazer. A América Latina será um dos lugares onde a Renault baseará seu desenvolvimento internacional. E desejo o melhor a todos lá, porque sei que a situação é muito complicada. Vamos levar a Renault ao nível de mercado que a Renault merece”.

Renault: sem distinção de produto entre brasileiros e europeus

Isso significa que os produtos da marca terão mudanças significativas em qualidade de construção (CMF), acabamento e tecnologia. Com isso se espera o uso de motores 1.0 e 1.3, ambos turbinados como se deve, por exemplo.

Mesmo os novos Logan e Sandero deverão receber melhor atenção e, nessa estratégia, modelos como o Kiger podem se destacar, como um produto de valor agregado, mas o segmento de SUV médio deve receber maior atenção.

Assim, tendo Duster e Captur, a Renault deve seguir com um deles para um nível acima, disputando com SUVs médios “A”, como Compass, Taos e Corolla Cross. Se vai melhorar ou não, só saberemos nos próximos três anos, quando se inicia o ciclo de mudanças por aqui.

[Fonte: Autoblog Argentina]

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