Reunião de profissionais da Segurança Pública debate racismo e abordagem policial

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Reunião de profissionais da Segurança Pública debate racismo e abordagem policial

Diálogo lembra um fato que marca a busca da igualdade racial


Augusto Pereira

| Ouvidoria Geral de Polícia

– Foto por: Augusto Pereira

Profissionais da Segurança Pública de diversos estados participaram nesta terça (26.05) de uma reunião intitulada “Análise dos procedimentos de atendimento ao público, intervenção e abordagens praticadas pelas policias de SP”. A reunião por videoconferência foi chamada pelo Grupo de Trabalho Combate ao Racismo Estrutural e Institucional, componente da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo.

A iniciativa marca um ano da morte de George Floyd, cidadão dos EUA vítima de violência policial, marco da luta por igualdade racial denominada Vidas Negras Importam. As manifestações deram força ao debate sobre o racismo estrutural presente na sociedade naquele país e ecoaram no mundo inteiro.

“A abordagem policial é um momento em que o Estado, por meio do agente de segurança, aborda o indivíduo. É preciso que o cidadão e o agente entendam seus papeis para que haja respeito”, afirmou Lúcio Andrade, Ouvidor Geral de Polícia de Mato Grosso. O Dr Eliseu Lopes, Ouvidor de São Paulo, afirmou que “os fins não justificam os meios, já que os procedimentos e o respeito às leis fazem parte dos objetivos da segurança pública”.

A deputada estadual de São Paulo, Marina Helou, afirmou que “não é possível culpar as polícias pelo racismo presente, já que a corporação reflete a sociedade da qual ela faz parte”. Policiais civis e militares lembraram que os procedimentos prevêem o uso progressivo da força. Isso significa que não é aceitável o uso da força sem antes haver resistência da pessoa abordada. Ainda assim, a força precisa ser proporcional à resistência apresentada.

Também participaram da reunião organizações da sociedade civil e representantes de universidades públicas que estudam o tema.

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Governo do Estado de Mato Grosso
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