SUV da Fiat mostra tendência que não deve crescer no Brasil

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SUV da Fiat mostra tendência que não deve crescer no Brasil

O Novo SUV da Fiat, o compacto que a maioria está chamando de Pulse, um dos três nomes que a marca italiana deu como opção de escolha (Tuo e Domo são os outros), reforça a tendência de conversão de hatch em crossover. Mas, isso não deve crescer por aqui, veja porque com base nos próximos lançamentos.

Feito sobre a base do Argo, na qual a Fiat agora chama de MLA, o Tuo/Domo/Pulse aposta na receita que já vinha sendo praticada por marcas como a Honda, Volkswagen e Chery.

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Essa tendência nasceu na China, sendo uma alternativa ao aventureiro puro e simples, que só utiliza elementos estéticos na mesma carroceria.

No caso de Tuo/Domo/Pulse, WR-V e Tiggo 2, as mudanças são mais profundas, mas não chegam a criar uma carroceria nova, por exemplo.

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Como no passado, a ideia básica é elevar o capô, adicionar uma frente exclusiva, assim como novas lanternas e elevar a suspensão.

O Nivus fez o contrário, adicionou uma extensão à traseira, preservando o resto. Isso é feito em qualquer produto “SUV” para ser convertido em “cupê”. A Audi é o outro exemplo disso.

Para a Fiat ter chamado a plataforma de MLA e não de MP1, como nos Argo e Cronos, é porque ela fez algo parecido com a Honda, que adicionou reforços na estrutura (sob a carroceria, mais precisamente) para tornar o WR-V mais robusto.

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Assim, não será estranho eixo de torção maior, barra estabilizadora mais espessa e mesmo enxertos de aço adicionais, bem como a troca de certas partes da carroceria, de modo a ampliar a rigidez torcional.

Com uma bela redução de custos no desenvolvimento, essa tendência de conversão de hatch em crossover não deve ser seguida nos próximos anos.

Mesmo assim, haverá algumas exceções, como Tiggo 3x (atualização do Tiggo 2) logo mais e o VW A00, sucessor do Gol, que deve tomar emprestada a carroceria do Polo.

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Nos demais lançamentos de tamanho parecido, a coisa será um pouco diferente. O Citroën C3 Sporty, por exemplo, é um carro totalmente novo e com base modular CMP, embora o estilo não seja uma completa novidade.

A dupla da Renault-Nissan compartilha vários elementos entre si, mas suas dimensões e estrutura não são as mesmas de Kwid ou March, como pode parecer.

Já os aguardados Venue e Sonet usam a mesma base da Hyundai-Kia, mas tem diferenças maiores entre si, inclusive as portas e colunas.

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Um exemplo de que nem todas as grandes marcas vão nessa direção é a Toyota com o Yaris Cross, que é essencialmente o crossover do hatch, mas com estrutura de carroceria diferente deste, ainda que sustentada pela mesma plataforma GA-B.

O Raize é outro exemplo que de nem todo hatch compacto empresta sua “casca” para se converter em “SUV”. Quando se o “SUV” usa um hatch, a tendência é distanciá-lo da origem com outro nome, mas há exceções.

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Enquanto a Fiat quer manter o Tuo/Domo/Pulse longe de Argo/Cronos, a Toyota tem um bom motivo para Yaris Cross e Corolla Cross serem aparentados com seus irmãos: totalidade das vendas.

A Toyota infla os números de seus produtos, mesmo que sejam carros completamente diferentes, como eram os Corolla Axio e o Corolla Matrix, por exemplo.

A Ford chegou a contestar a liderança global de vendas de produto por causa disso. Na Fiat, contudo, não há essa preocupação…

 

 

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