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Morre Candido Mendes de Almeida, membro da Academia Brasileira de Letras

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(FOLHAPRESS) – Candido Mendes de Almeida morreu, aos 93 anos, nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro. Além do longo histórico acadêmico, ele ocupava, desde 1989, a cadeira número 35 da Academia Brasileira de Letras. Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1928.

Algumas de suas obras são “O País da Paciência”, “Subcultura e Mudança: Por Que me Envergonho do meu País” e “A Razão Armada”.

O acadêmico passou períodos como professor em diversas importantes instituições de ensino nacionais e internacionais, como PUC-RJ, FGV, Universidade Brown, Universidade de New York, Universidade do Novo México, Universidade da Califórnia, Universidade Stanford, Universidade Columbia, Universidade Harvard, Universidade Princeton. Também foi reitor da Universidade Candido Mendes.

Também fez parte de organizações internacionais, na posição de presidente do Comitê de Programas do International Social Science Council e na de membro do Conselho Diretor do International Institute for Educational Planning.

Em 1961, atuou no governo de Jânio Quadros como chefe da assessoria técnica do presidente.

A morte de Almeida, que também era advogado, foi lamentada no universo jurídico. Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), relembrou o papel do acadêmico na ditadura militar, na qual defendeu os tios de Santa Cruz na ditadura. Durante esse período, o acadêmico lutou na defesa de presos e perseguidos políticos, ao lado da Igreja Católica.

O acadêmico fundou, em 1969, o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), que abriu espaço a professores e intelectuais que eram acusados pelos militares de serem subversivos e, por isso, não podiam trabalhar.

“Culto, democrata e dono de espírito público único viveu uma vida plena e espalhou na terra os frutos da sua fé. Descansará entre os JUSTOS”, postou o ex-presidente da OAB, em suas redes sociais.

Almeida também teve uma passagem pela carreira política. Foi candidato pelo PMDB, em 1986, à Câmara dos Deputados, quando conseguiu o cargo de suplente. Dois anos depois, foi um dos fundadores do PSDB.

Em julho de 1990, assumiu como deputado federal, com a licença de Jorge Leite, ficando na função até fevereiro de 1991, quando acabou o mandato. Em 1994 tentou outra vaga como deputado federal, agora pelo PSDB, e mais uma vez obteve a suplência. Em setembro de 1997 assumiu a cadeira, deixando cargo em janeiro de 1998.

Claudia Costin, ex-diretora de educação do Banco Mundial, também lamentou a perda de Almeida.

A Universidade Candido Mendes, na qual foi reitor, publicou uma nota de pesar. “Enlutados com a perda irreparável para a Universidade Candido Mendes, continuaremos honrando a memória e o legado do Prof. Candido na luta permanente pela democratização do acesso à educação no país e o desenvolvimento do ensino de excelência, que marcarão para sempre a história de transformação da sociedade brasileira através da educação.

O corpo de Almeida será cremado nesta sexta-feira (18).

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