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IPI reduzido talvez eleve vendas em até 150 mil carros

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O IPI reduzido de 18,5% para automóveis – 25% para outros setores da indústria – promete ajudar a recuperar em parte as perdas que o mercado automotivo teve em 2021.

De acordo com a consultoria Bright, a redução do IPI nos carros deve estimular a venda adicional de 100 mil à 150 mil unidades em 2022.

Ainda assim, a redução de IPI pode ser simplesmente anulada pelas altas constantes de preços, segundo analistas de mercado.

Com os aumentos mensais nos preços, qualquer redução imediata nos preços logo será acompanhada de novo reajuste nas tabelas.

Cássio Pagliarini, diretor de estratégia da Bright Consulting, tem outra visão: “O segmento de entrada tem elasticidade maior, porém a redução de preços é menor. Nos segmentos nos quais o IPI atual é maior, as reduções também serão maiores, mas a elasticidade é menor que nos segmentos de entrada”.

A redução de 18,5% no IPI baixou a alíquota para modelos com motor até 1.0 (flex ou gasolina) de 7,0% para 5,705%, enquanto até 2.0 litros, a redução foi de 11% para 8,965%.

Acima de 2.0, caiu para 14,67% e comerciais (flex, gasolina ou diesel) pagam agora 6,52%.

Picapes também têm alíquota de 6,52%, enquanto o segmento off road caíram de 1% para 12,225%.

Carros movidos a gasolina e com motor até 2.0, passaram de 13% para 10,595%, enquanto acima disso, de 25% para 20,375%.

A redução na prática ficará entre 1,3% e 3,7%. A Bright calcula corte de R$ 1,2 mil a R$ 2,1 mil nos carros com motor até 2.0 litros.

Rafael Galante, consultor da Oikonomia, não pensa da mesma forma: “A realidade é que, na virada do mês, pelo menos quatro montadoras já majoraram seus preços, em média, em 3%, com produtos chegando a 10% de alta. Dessa forma no geral nada muda e não se tem a melhora esperada da indústria, pois o preço continua subindo por causa da pressão inflacionária da falta de componentes.”

Galante ressalta, no entanto, que algumas montadoras aumentaram preços na casa dos R$ 1.000.

Todavia, conclui o que muita gente já espera: “Na prática essa redução de imposto é mais para inglês ver. Porque além desses fatores o Brasil sofre de problema estrutural e não pontual. O carro zero mais barato do nosso mercado custa R$ 70 mil, enquanto a renda per capita do brasileiro é de R$ 25 mil”.

Galante sentencia: “Se o poder de compra da população não aumentar continuaremos nesse marasmo por muitos anos. A medida, portanto, alivia, mas é paliativa, não resolve”.

[Fonte: Auto Data]

 

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