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Murray busca virada épica em 2º jogo mais longo da história na Austrália

Murray busca virada épica em 2º jogo mais longo da história na Austrália
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Andy Murray fez história e voltou a empolgar os fãs de tênis nesta quinta-feira com uma das atuações mais épicas da sua vitoriosa carreira. Após sair perdendo por 2 sets a 0, o tenista escocês buscou uma virada incrível sobre o local Thanasi Kokkinakis por 3 a 2, com parciais de 4/6, 6/7 (4/7), 7/6 (7/5), 6/3 e 7/5, em 5h45min. Foi a segunda partida mais longa da história do Aberto da Austrália.

Trata-se do maior triunfo do ex-número 1 do mundo desde que se submeteu a seguidas cirurgias para se recuperar de uma lesão no quadril, semelhante a que causou a aposentadoria precoce de Gustavo Kuerten, em 2019. Curiosamente, foi durante a edição daquele do Aberto da Austrália que ele anunciou sua aposentadoria.

Os fãs do britânico, contudo, respiraram aliviados quando o tenista decidiu seguir em frente em sua carreira. No entanto, a queda de rendimento e a ausência dos lampejos de genialidade eram evidentes nos últimos anos. Antes do problema no quadril, o atual 66º do mundo foi líder do ranking, faturou três títulos de Grand Slam e se sagrou bicampeão olímpico.

Todo esse brilho exibido ao longo da carreira foi emulado nesta quinta, na Rod Laver Arena. Repetindo sua conhecida raça em quadra, algo já visto na estreia, Murray não se abalou ao sair atrás de Kokkinakis nos dois primeiros sets. Mesmo correndo riscos no tie-break da terceira parcial, reagiu e levou a melhor.

Num dos lances mais emblemáticos da partida, o britânico venceu um intenso rali, que teve direito a três smashes de Kokkinakis, um deles na rede. Ato contínuo, o australiano destruiu sua raquete na quadra. O lance praticamente delineou o início da virada de Murray, diante das oscilações do tenista da casa.

No quarto set, o escocês praticamente não teve problemas para impor o domínio, sabendo tirar proveito da queda de confiança do atual 159º do mundo (ex-número 69). Mas, na quinta e decisiva parcial, o duelo foi equilibrado e Kokkinakis desperdiçou oportunidades para quebrar o saque do ex-líder do ranking.

A partida avançou pela madrugada, pelo horário local, e terminou pouco depois das 4 horas da madrugada. Apesar disso, boa parte da torcida seguiu nas arquibancadas, sob a empolgação do grande duelo, tanto em nível técnico quanto de intensidade.

Ao fim da partida, o cronômetro registrou 5h45min de confronto. Somente uma partida na história da competição durou mais tempo. Foi a final de 2012, entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, resolvida em 5h53min.

Pela longa duração, o jogo registrou números incomuns. Kokkinakis, por exemplo, anotou 37 aces, contra 10 do britânico. O australiano arriscou mais (102 bolas vencedoras, contra 69) e também falhou mais: foram 67 erros não forçados, diante de 43 do escocês. Murray, por sua vez, levou vantagem nas quebras de saque. Foram cinco contra quatro.

Na terceira rodada, ele vai rever o espanhol Roberto Bautista Agut. Por coincidência, foi o tenista da Espanha que eliminou o britânico no Aberto da Austrália de 2019. As limitações físicas exibidas por Murray naquela partida contribuíram para o clima de fim de carreira que cercou o tenista nos meses seguintes. Desta vez, ele terá a chance de obter efeito oposto.

JABEUR É ELIMINADA

Candidata ao título da chave feminina, a tunisiana Ons Jabeur protagonizou a zebra do dia. A atual número dois do mundo foi derrotada pela checa Marketa Vondrousova por 6/1, 5/7 e 6/1. Na terceira rodada, a vencedora vai fazer um duelo totalmente checo com Linda Fruhvirtova.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/esporte
Artigo extraído do site Só Notícias

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